O que são bioinsumos?

Os bioinsumos incluem principalmente biopesticidas, biofertilizantes e bioestimulantes. É geralmente aceito que todos eles são derivados de duas fontes principais: substâncias bioquímicas e organismos vivos (micróbios e macroorganismos). Os mais comuns no mercado são os bioinsumos microbianos (usando bactérias, fungos e vírus). Subespécies e cepas de Bacillus thuringiensis (Bt) são as mais amplamente utilizadas, tendo sido comercializadas por décadas. Outro micróbio, a Rhizobacteria, tem sido usado em biofertilizantes desde o século XIX.

No entanto, não há uma definição padrão para bioinsumos. No Brasil, a legislação os define vagamente como um produto, processo ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana para uso na produção, armazenamento e processamento de produtos agrícolas, sistemas de produção aquática ou florestas plantadas. Uma agenda tóxica – O que está por trás desse novo interesse em bioinsumos entre os gigantes agroquímicos? No caso dos biopesticidas, um fator principal é que eles são mais baratos e mais rápidos de serem colocados no mercado do que os pesticidas químicos.
como os bioinsumos podem ser classificados para o Agronegócio Sustentável

Nos EUA, o desenvolvimento de um novo biopesticida custa entre US$ 3 a US$ 7 milhões e pode ser comercializado em quatro anos, enquanto um pesticida químico leva três vezes mais tempo para ser desenvolvido e pode custar mais de US$ 280 milhões. Proibições crescentes de pesticidas tóxicos e ações judiciais (como a do Roundup) são outra razão, juntamente com custos ao longo da cadeia de suprimentos que podem ser menores para biopesticidas do que para agroquímicos baseados em combustíveis fósseis. Além disso, a resistência biológica a pesticidas químicos está aumentando como resultado de seu uso massivo em monoculturas.